Cármen Lúcia toma posse no Tribunal Superior Eleitoral e faz crítica a big techs

Na última segunda-feira (3), a ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia oficializou sua posição como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcando o início de sua segunda gestão. Ao lado de Nunes Marques, que assumiu como vice-presidente, Cármen Lúcia destacou o combate às notícias falsas em seu discurso inicial.

Com os avanços tecnológicos, a ministra enfatizou como as grandes plataformas digitais possuem um papel fundamental neste contexto, muitas vezes negativo. Cármen Lúcia criticou a propagação do que chamou de “algoritmo do ódio”, ressaltando como as redes sociais podem afetar a integridade das democracias modernas.

“O algoritmo do ódio senta-se à mesa de todos”, disse a ministra durante a cerimônia. Este comentário reflete a preocupação crescente com a influência das tecnologias no ambiente de notícias e sua propagação. Segundo a presidente do TSE, esse cenário serve como ferramenta nas mãos de indivíduos egoístas que procuram manipular informações a seu favor.

A gestão anterior de Cármen

Antes de ocupar novamente esse cargo, Cármen Lúcia já havia presidido o TSE entre abril de 2012 e novembro de 2013, em uma era político-social menos polarizada e sem o mesmo nível de influência digital de hoje. Alexandre de Moraes, quem Cármen sucede, teve momentos marcantes durante sua gestão, incluindo a inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O evento também contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embora não tenha discursado. Outras figuras proeminentes, como o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Beto Simonetti, também participaram, abordando temas como a importância da sustentação oral pelos advogados nas cortes superiores.

Com essa nova fase de liderança no TSE, espera-se uma fortificação na luta contra as notícias falsas e uma maior regulamentação sobre o papel das plataformas digitais nas eleições. A ministra Cármen Lúcia já demonstrou estar alinhada com as necessidades contemporâneas de adaptar as leis e práticas judiciais à realidade digital.

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