Guia definitivo de como calcular o auxílio-doença do INSS

O cálculo é mais simples do que muitos imaginam; saiba como fazê-lo

O auxílio-doença trata-se de um benefício previdenciário concedido aos trabalhadores que se encontram temporariamente incapazes de exercerem suas atividades laborais por conta de enfermidades ou acidentes. Oficialmente, ele é chamado de Benefício de Incapacidade Temporária, sendo fundamental para assegurar a estabilidade financeira do beneficiário durante o período de recuperação.

A administração do recurso é de responsabilidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sendo liberado após uma perícia médica que comprove a incapacidade de voltar ao trabalho. Apesar do auxílio-doença ser um direito de quem contribui regularmente com o órgão previdenciário, muitas vezes há confusão sobre o cálculo e o valor recebido, gerando surpresas quando depositado na conta do segurado.

Doenças e condições que concedem o auxílio sem exigência do período de carência:

  • Tuberculose ativa;
  • Hanseníase;
  • Alienação mental;
  • Neoplasia maligna (câncer);
  • Cegueira;
  • Paralisia irreversível e incapacitante;
  • Cardiopatia grave;
  • Doença de Parkinson;
  • Espondiloartrose anquilosante;
  • Nefropatia grave;
  • Estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
  • Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS);
  • Contaminação por radiação com base em conclusão da medicina especializada;
  • Hepatopatia grave.

Como é feito o cálculo do benefício?

É preciso ter em mente que o cálculo do auxílio-doença não é baseado diretamente na última remuneração recebida pelo trabalhador. Na realidade, é levada em consideração a média aritmética simples de todas as contribuições do beneficiário que estão acima do piso salarial desde julho de 1994. A partir daí, o montante é multiplicado por 91%, o que determinará o valor a ser pago, respeitando sempre a média dos 12 últimos salários de contribuição.

Para facilitar o entendimento, vamos a um exemplo considerando um segurado que tenha contribuído em diferentes períodos com salários distintos:

  • 20 meses de contribuição com salário de R$ 3 mil;
  • 80 meses de contribuição com salário de R$ 5 mil.

A média seria calculada somando os valores multiplicados pelo período correspondente, dividindo o resultado pelo total de contribuições, o que neste caso, resultaria em um benefício de R$ 4.600.

Importância da contribuição

Os repasses ao INSS é o que garante ao trabalhador o acesso a benefícios como o auxílio-doença. No que diz respeito às alíquotas, elas são proporcionais ao salário, ou seja, quanto maior o salário de contribuição, maior o montante contribuído. Essas alíquotas variam entre 7,5% e 14%, a depender da faixa salarial do segurado.

Tabela de contribuição do INSS em 2024

Remuneração Alíquota
Até R$ 1.412,007,5%
De R$ 1.412,01 até R$ 2.666,689%
De R$ 2.666,69 até R$ 4.000,0312%
De R$ 4.000,04 até R$ 7.786,0214%

Por que há diferença entre o salário de contribuição e o valor do auxílio-doença?

Diversos contemplados se confundem quando o assunto são os valores, visto que o benefício recebido é diferente do salário de contribuição — o que é perfeitamente normal devido ao cálculo que envolve outras variáveis. Sendo assim, é de suma importância saber essa diferenciação para planejar financeiramente o período de afastamento.

Em linhas gerais, compreender as nuances do auxílio-doença e todos os parâmetros que influenciam seu cálculo é a chave para que trabalhadores não sejam pegos desprevenidos. A contribuição correta ao INSS e um entendimento claro das diretrizes podem ajudar a garantir que o período afastado seja mais tranquilo e estável financeiramente.

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