Fim DEFINITIVO do Outback? Entenda por que dona quer sair do Brasil

A Bloomin’ Brands, responsável pela rede Outback Steakhouse, está reconsiderando sua estratégia no Brasil devido a desafios financeiros enfrentados no primeiro trimestre de 2024. Segundo o balanço corporativo, a empresa está explorando alternativas para suas operações brasileiras que possam otimizar o retorno para os acionistas, incluindo a possibilidade de venda.

A empresa enfatiza que esta avaliação não implica o fechamento das lojas no Brasil. Pelo contrário, o compromisso é com a continuidade do serviço, assegurando que os restaurantes operem normalmente e continuem entregando uma experiência de qualidade aos consumidores brasileiros.

O Brasil figura como um mercado crucial para a Bloomin’ Brands, sendo a segunda operação mais importante da rede, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2023, as operações internacionais geraram um lucro significativo, com as unidades brasileiras contribuindo com 87% deste valor.

Por que a Bloomin’ Brands considera vender o Outback no Brasil

Apesar da relevância estratégica das operações no Brasil, a empresa enfrenta uma situação financeira difícil, com uma queda geral de receitas de 4% no primeiro trimestre de 2024, totalizando aproximadamente US$ 1,2 bilhão. Especificamente nas unidades brasileiras, houve uma redução de 0,7% nas vendas. Estes desafios levaram a um prejuízo substancial neste período, motivando a reavaliação estratégica da presença no país.

Consequências da possível venda:

  • Maior flexibilidade financeira para a Bloomin’ Brands.
  • Possibilidade de transição para um modelo de licenciamento, em vez de operação direta.
  • Interesse de potenciais compradores que poderiam trazer novo fôlego para a marca no mercado brasileiro.

A empresa ainda não definiu um prazo para a conclusão desta avaliação e afirma que está analisando cuidadosamente todas as possibilidades para tomar uma decisão informada que beneficie as operações e acionistas.

Outros casos similares no Brasil

O cenário da Bloomin’ Brands no Brasil não é único. A Starbucks, sob a gestão da SouthRock, também está passando por um processo que poderá resultar na transferência do controle das operações brasileiras, devido a desafios financeiros enfrentados pela controladora.

Esses movimentos no mercado de restaurantes e franchising refletem as adaptações necessárias que grandes marcas estão fazendo para manter sua relevância e estabilidade financeira em um ambiente econômico global instável.

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