Crise na Apple: empresa passa pela primeira greve de lojistas na história

Saiba o que motivou os trabalhadores a tomarem uma decisão tão drástica.

Os colaboradores de uma loja da Apple em Towson, no estado norte-americano de Maryland, votaram pela aprovação de uma greve na última sexta-feira (11). Os associados ao International Association of Machinists and Aerospace Workers (IAM), sindicato que representa cerca de 100 trabalhadores da unidade, informaram que a ação se deve pela preocupação com o equilíbrio entre a vida pessoal e o trabalho, visto que eles operam em escalas de trabalho imprevisíveis e salários defasados se comparado ao custo de vida da região.

Caso a paralisação de fato saia do papel, seria a primeira greve de lojistas da história da empresa da maçã. O episódio de sindicalização em Towson também foi inédito, em 2022. “Esta votação é o primeiro passo para demonstrar a nossa solidariedade e enviar uma mensagem clara à Apple” disseram os membros do Comitê de Negociação do IAM.

A aprovação da greve destaca o compromisso inabalável do IAM em defender os direitos e o bem-estar dos trabalhadores face aos desafios. À medida que as discussões com a administração da Apple continuam, continuamos comprometidos em garantir melhorias tangíveis que beneficiem todos os funcionários“, pontuaram os integrantes.

Relembrando o caso

As negociações entre o sindicato e a gigante da tecnologia se estendem desde 2022, quando a associação enviou ao CEO da companhia, Tim Cook, uma carta com reivindicações e justificativa para sindicalização. De acordo com a nota emitida na sexta-feira (11), as conversas com o alto escalão da fabricante do iPhone produziram resultados “insatisfatórios” até o momento.

No início deste ano, o IAM divulgou uma pesquisa independente com base em relatos de funcionários que encontrou “discrepâncias com o relatório oficial da Apple e destacou um padrão preocupante de suposto comportamento ilegal por parte da empresa”.

Essas discrepâncias dizem respeito à avaliação de direitos dos trabalhadores publicada por um escritório de advogados a pedido da big tech em dezembro do ano passado, sob provocação de investidores. Já em março de 2024, como destacado na nota do IAM, investidores publicaram uma nova carta apontando “falhas” no relatório da Apple.

Correção de segurança

Recentemente, o iTunes recebeu uma atualização para “cobrir” uma brecha de segurança constatada na semana passada. A informação foi revelada pela própria Apple, que liberou a versão 12.13.2 para Windows 11 e 10, no intuito de impedir a execução de códigos arbitrários por meio do player de músicas.

A falha foi identificada com pelo código CVE-2024-27793 e descoberta pelo doutorando Willy R. Vasquez, da Universidade do Texas, em Austin. Sem divulgar muitos detalhes sobre o incidente, a gigante da tecnologia informou que o problema permite a execução arbitrária de código ou, nos casos mais abrangentes, causar problemas no funcionamento do aplicativo ao rodar alguns arquivos.

O caso foi resolvido na versão 12.13.2 do programa, visto que já está disponível para download desde o dia 8 de maio deste ano. O update pode ser instalado no Windows 10 e Windows 11.

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