Governo Lula deixa brasileiros animados com confirmação de notícia

Em cinco anos, o Brasil distribuiu R$ 1,2 trilhão em benefícios sociais; confira a tabela

Por meio do seus principais programas de cunho assistencial, como o Bolsa Família, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o extinto Auxílio Brasil, o governo brasileiro distribuiu, em valores corrigidos pela inflação, R$ 1,192 trilhão à população mais carente desde 2019.

Um terço do montante compete ao Auxílio Emergencial, distribuído durante a pandemia de COVID-19. Ao todo, foram repassados R$ 430 bilhões:

  • R$ 360 bilhões em 2020;
  • R$ 67 bilhões em 2021;
  • R$ 3 bilhões em 2022.

Cabe destacar que sem o ajuste do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o valor é de R$ 1 trilhão em cinco anos. Incrementados pelo Auxílio Emergencial, os recursos governamentais somaram R$ 943 bilhões durante a gestão de Jair Messias Bolsonaro (PL). Já os valores atuais, chegarão perto da casa de R$ 1 trilhão ao fim do mandato do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Distribuição de benefícios sociais por governo

Gestão deRepasse total (ajustados pela inflação)
Lula (primeiro mandato)R$ 126 bilhões
Lula (segundo mandato)R$ 257 bilhões
Dilma Rousseff (primeiro mandato)R$ 404 bilhões
Dilma Rousseff (segundo mandato)R$ 159 bilhões
Michel Temer*R$ 300 bilhões
Jair Messias BolsonaroR$ 943 bilhões
Lula (terceiro mandato)**R$ 296 bilhões
Fonte: Poder360

Legenda

  • *de junho de 2016 a dezembro de 2018;
  • **até março de 2024.

Impacto na economia brasileira

O aumento recente nos benefícios teve fortes impactos que, agora, começam a ser observados com mais cautela pelas autoridades competentes. O dinheiro extra ajudou na expansão da economia. No que diz respeito ao mercado de trabalho formal, indo na contramão do que alguns economistas temiam, não estagnou, pelo contrário, se expandiu concomitantemente aos auxílios sociais.

Já o desemprego caiu, apesar de ainda ser incerto o tamanho da contribuição dos trabalhos por aplicativos nesta queda. Todavia, a extrema pobreza está no seu nível mais baixo da história do Brasil. Vale lembrar que se enquadra nessa parcela da população os brasileiros que recebem até R$ 307 por mês. Para facilitar o entendimento, confira os dados (de 2023) abaixo, reunidos pelo portal Poder360:

  • Dilma Rousseff em 2012: 11,9%;
  • Michel Temer de 2016 a 2018: 11,6% e 12,2%, respectivamente;
  • Jair Messias Bolsonaro de 2020 a 2021: 9,8% (início da pandemia) e 14,1%, respectivamente;
  • Lula em 2023: 8,3%.

De acordo com o economista Marcelo Neri, diretor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Social, foi possível remontar a série histórica do indicador desde 1976. “Os dados mostram que essa expansão fiscal grande levou a extrema pobreza ao menor valor da história“, disse (via Poder360).

Além disso, o pesquisador alega que o efeito dos programas sociais como Bolsa Família e BPC em reduzir a pobreza nunca foi tão grande quanto no ano passado. Na visão de Neri, a expansão fiscal dos últimos anos, junto do aumento de benefícios assistenciais, levou a pobreza e a extrema pobreza aos seus níveis mais baixos.

Segundo a divisão de estudos chefiados pelo pesquisador, que realizou o cálculo com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), houve um aumento real de 12,5% na renda domiciliar por pessoa em 2023. Ou seja, além de uma expansão de 1,48 milhão de empregos formais, houve, também, no ano passado, aumento na renda dos trabalhadores brasileiros.

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